Uma forma descontraída e objetiva de tratar assuntos da Doutrina.

A cada assunto tratado, "ouvir" as opiniões através dos comentários dos colegas, mas principalmente, abrir espaço para
que pessoas que desconhecem ou têm um juízo errado do Espiritismo, possam ter estes primeiros contatos. Nossa intenção
não é ensinar, mas sim, dividir experiências e discutir, em alto nível os mais diversos assuntos.
Assim, ratificamos os nosso convite:

Vamos conversar sobre o Espiritismo ?

A, mais ou menos, cada 15 dias um novo capítulo. Participem!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 11- O templo e o parlatório


Após o ponto culminante do caso Antonio Olímpio, Hilário e André Luiz procuraram o Instrutor Druso em busca de aconselhamento para continuidade de seus estudos quanto à lei de causa e efeito. O Instrutor Druso lembrou-os de que na Mansão tiveram a oportunidade de constatar as inúmeras formas de colheita de sofrimento em todas as suas fases dolorosas e difíceis, como conseqüência direta de decisões e ações individuais.  A cada ação da criatura corresponde uma reação, seja remorso, padecimentos, amarguras, dores e outras tantas formas. Enfatizou, no entanto, que nem sempre as criaturas têm a coragem de aceitar o sofrimento que geraram para si como conseqüências das próprias ações e caem em desespero ou rebelam-se.
Druso entende ser muito importante continuarem Hilário e André Luiz suas lições e anotações quanto à lei de causa e efeito em mais amplos setores, dizendo:
  “ O nosso instituto mais se nos afigura uma estação de chegada em que a culpa se movimenta com lentidão.  A massa esmagadora dos que chegam deteriorados ou imperfeitos estaciona nos celeiros de sombra das regiões inferiores em que nos achamos, à espera de novo plantio nas leiras do mundo. É que cada criatura transpõe os umbrais do túmulo com as imagens que em si mesma plasmou, utilizando os recursos do sentimento, da idéia e da ação que a vida lhe empresta, irradiando as forças que acumulou no espaço e no tempo terrestres.”
 Druso lhes diz que há renovado material de consulta no templo e no parlatório, nos arredores da Mansão, locais freqüentados por desencarnados que buscam reconforto e por encarnados desdobrados do corpo físico durante o sono. Há atendentes especialmente dedicados a coletar-lhes reclamações e solicitações, registrando os problemas pertinentes. Druso sugere que se incorporem às equipes, colaborem com elas e façam apontamentos diversos. A pedido de Hilário, Silas conversa com Druso e recebe dele autorização e instrucões  para acompanhá-los.   No momento marcado, Silas levou-os ao Templo, que Hilário e André Luiz descrevem como vasto recinto iluminado, semelhante a uma grande capela do mundo físico.  O único símbolo religioso que identificaram foi uma cruz radiante de material argênteo sobre mesa simples encostada ao centro do fundo do ambiente. Nas paredes de brancura de neve, salientavam-se nichos vazios. Música suave e doce casava-se em perfeita harmonia com o ambiente, inclinando a todos à reverência e à meditação. Mais de duas centenas de entidades postavam-se em prece ante os nichos vazios.
André Luiz emociona-se e lembra-se da sua infância, da sua mãe e da pureza da reverência ao Supremo Senhor, nosso Deus e nosso Pai. A emoção fez com que não conseguisse conversar com Silas, havendo apenas lugar para seu pranto e oração, contemplando a luminosa cruz. Recordou-se de Jesus e da oração que Ele nos deixou: “ O Pai Nosso”...
Perguntado, Silas explicou que a cruz lembra a todos os presentes que o Espírito de Jesus Cristo está presente, não obstante a região umbralina em que se encontram. Os nichos vazios dão a oportunidade a que cada um faça suas preces de acordo com suas crenças religiosas: “até que a alma obtenha a Sabedoria Infinita é indispensável caminhe na longa estrada dos símbolos de alfabetização e cultura que a dirigem na senda de elevação intelectual, e, até que atinja o Infinito Amor, é necessário palmilhe as longas rotas da caridade e da fé religiosa, nos múltiplos departamentos da compreensão que lhe assegura o acesso à Vida Superior. Os Poderes Divinos, que nos regem, determinam que toda classe de fé sincera e respeitável aqui encontre amorosa veneração.” Os presentes oravam em pé, confortavelmente sentados ou de joelhos – da maneira que lhes parecesse a melhor.
Aproximaram-se de senhora que orava ajoelhada e buscaram assimilar-lhe a faixa mental e assim percebendo as imagens mentais criadas em seu processo pessoal de oração. A imagem mental que criava parecia brotar da parede branca e era a reprodução da escultura de Teixeira Lopes da Mãe Santíssima chorando o filho morto (Pietá). Rogava com profundo sentimento pelos filhos que vagavam nas sombras. Profundamente apegados à matéria, não vacilaram em apelar para o crime, muito embora tivessem permanecido impunes pela justiça dos encarnados. Silas explica que “É uma criação dela mesma, reflexo dos próprios pensamentos com que tece a rogativa, pensamentos esses que se ajustam à matéria sensível do nicho, plasmando a imagem colorida e vibrante que lhe corresponde aos desejos. Isso, contudo, não significa que a prece esteja sendo respondida por ela mesma. Petições semelhantes a esta elevam-se a planos superiores e aí são acolhidas pelos emissários da Virgem de Nazaret, a fim de serem examinadas e atendidas, conforme o critério da verdadeira sabedoria.”  
Comentou que se encontravam ali naquele Templo devotos dos grandes heróis do Cristianismo. Mostrou outra senhora em oração, pedindo a proteção de Teresinha de Lisieux (Santa Teresa do Menino Jesus, na Igreja Católica, desencarnada no Carmelo de Lisieux, França, em 30 de setembro de 1897). Explicou que a prece chegava ao coração da freira, pois “Depois da morte do corpo, as criaturas efetivamente santificadas encontram as mais altas quotas de serviço, na expansão da luz ou da caridade, do conhecimento ou da virtude, de que se fizeram a fonte viva de inspiração, quando no aprendizado humano. O céu beatífico e estanque existe apenas na mente ociosa daqueles que pretendem progresso sem trabalho e paz sem esforço. Tudo é criação, beleza, aprimoramento, alegria e luz incessantes na obra de Deus, a expressar-se, divina e infinita, através daqueles que se elevam para o Infinito Amor.”
Hilário pergunta o que aconteceria no caso de prece dirigida a alma julgada santa pelos homens, mas sem sê-lo no plano espiritual. Silas explica que as orações alcançarão nesse caso o grupo de companheiros a que deveria pertencer e que amorosamente substituem essa alma na prática do bem. A uma pergunta de Hilário, Silas esclareceu que não quer isso indicar que o espírito das congregações religiosas ainda prevaleça no plano espiritual: “Quanto mais se eleva aos cimos da vida, mais se despe a alma das convenções humanas, aprendendo que a Providência é luz e amor para todas as criaturas. Entretanto, até que a alma se identifique com os fatores sublimes da consciência cósmica, os círculos de estudo e fé, aperfeiçoamento e solidariedade, pelo bem que realizam, estejam onde estiverem, merecem o maior acatamento das Inteligências Superiores que atendem à execução dos Planos Divinos.”
Continuando as observações, Silas levou Hilário e André Luiz até uma senhora que orava mentalizando o Dr. Bezerra de Menezes, pedindo pelo esposo, que atravessava fase muito difícil e poderia até enveredar pelo caminho do suicídio. Sua imagem estava projetada em primorosa fotografia mental pela senhora que orava. Silas lembrou o trabalho do Dr. Bezerra depois de desencarnado, tendo formado extensa equipe, que lhe segue as diretrizes no trabalho de auxílio em nome de Jesus. Assim, Bezerra de Menezes tem condição de atender aos inúmeros pedidos de socorro por meio de entidades que o representam com extrema fidelidade. Terminando a conversação, foram conduzidos por Silas ao parlatório, deixando o ambiente de luz e paz e chegando à porta de acesso ao pátio exterior do Templo. Vozerio, grupos enormes conversando, chorando, gritando... um absoluto contraste com o interior do Templo. Silas explicou que essa era a fronteira vibratória da Mansão e que ali compareciam almas sinceras e sofredoras, mas em profundo desespero, a inibir-lhes as vantagens da oração pacífica. E Silas esclarece “Neste grande recinto, dedicado à palavra livre, encontramos realmente a nossa divisa vibratória... Além dele, é a dor inconformada e terrível, gerando monstruosidade e desequilíbrio a exprimirem o inferno da interpretação religioso comum; no entanto, muros a dentro de nossa casa, é a dor paciente e compreensiva, criando renovação e reajuste para o caminho dos Céus...”
Hilário e André Luiz calaram-se diante dos fortes sentimentos que os dominavam e também por perceberem que Silas fazia uma oração.

Para este resumo contamos com a colaboracão da companheira
Irene Dias S. Cavezzalle

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 10 - Entendimento

Na noite seguinte, Silas, André e Hilário vão ao encontro de Clarindo e Leonel , na casa de Luís. As mudancas no comportamento dos irmãos eram visíveis e animadoras.Os relatos de Silas os tocaram profundamente .
Luís, por sua vez, seguia comentando com outros amigos os mesmos assuntos da véspera, mas estes já não mais atraíam a sintonia de Clarindo e Leonel, que convidados por Silas, volitaram  em direcão a um  grande hospital em cidade terrestre. Buscavam notícias de Laudemira junto à Ludovino, dirigente espiritual responsável por algumas reencarnacões  sob responsabilidade da Mansão da Paz. A paciente em questão merece todo o cuidado pois está sujeita à acão de espíritos que a perseguem e que a influenciam negativamente em sua gravidez.
Uma cesariana agora , atrapalharia futuras gestacões. Silas explica que a assistida sofre agora as acões de espíritos que foram por ela prejudicados  noutros tempos e que agora ela os recebe como filhos.  A acão magnética de Silas, auxiliado por André e Hilário e agora, também por Clarindo e Leonel tiveram êxito. Silas esclarece a ligacão de Laudemira com fatos ocorridos há cerca de cinco séculos, na corte de Joana II , Rainha de Napoles, ocasião em que usou de vaidade, leviandade, domínio, prazeres, dissipacão, arrastando homens  e mulheres  à desgraca e  infortúnio , destruindo lares . Permaneceu após o desencarne por  mais  de cem anos nas trevas mais densas  perseguida por inimigos dispostos a não perdoarem . Reencarnou por quatro vezes e a cada reencarnacão e desencarnacao não solvia de vez seus débitos. Hilário então pergunta por quê não sofrer tudo no plano espiritual e resolver de vez a questão ? Silas argumenta que, apesar de a  cada retorno dela à carne, conseguir um pagamento parcelado de seus débitos, esta também criava  novos débitos, inclusive matando por afogamento uma pequena crianca, para vingar os maus tratos a que era submetida numa destas ocasiões. Na atual situacão, tem condicoes de receber cinco destes espíritos como filhos atenuando sobremaneira seus compromissos. Silas aproveita a ocasião não só para incorporar novos meios de firmar conhecimentos médicos que lhe serão imprescindíveis em encarnacão futura, mas também para despertar nos irmãos Clarindo e Leonel novos estímulos de elevacão moral. Eles, então,  passam a contar suas particularidades. Clarindo relata seus planos frustados por Antonio Olimpio, quanto ao reduto agrícola,  que aniquilara seus sonhos tornando-os em pesadelos. Clarindo chorou mostrando transformacão. Leonel conta da sua paixão pela música. Amante das obras de Beethoven , já brilhava como pianista. Reconhece que pela lógica da lei Divina,
não fora submetido à morte sem uma razão anterior, o que por outro lado não diminuía a responsabilidade de Olímpio. Lamenta  o despertar do remorso e arrependimento,  apenas  depois de ter, de alguma sorte , complicado-se com a morte de Alzira. São  convidados a refletir.
Enquanto isso, de volta à Mansão, Silas mostra-se otimista e feliz com o desfecho que se aproximava.Os irmãos seriam convidados a um entendimento com Alzira , de quem seriam filhos.Os  preparativos desta empreitada durariam  vinte e cinco anos para que a reeducacão e os valores morais se lhe fixassem de modo seguro. Hilário questiona quanto ao retorno de Olímpio  e Silas   explica que , por questões obvias no caso,  o marido de Alzira virá antes, terá mais dificuldades a enfrentar ,com objetivo claro de ressarcir aos irmãos tudo que lhes
tomara. Alzira por sua vez cresceu espiritualmente o suficiente para entender perdoar e auxiliar. Superou o drama da própria morte no lago com olhos de quem entendeu o porque e seguiu em frente.
Na noite seguinte, Alzira entende -se com Silas para comparecer ao lago na hora exata em que desencarnara, acompanhada de duas cooperadoras da casa.
Silas, André e Hilário chegavam à casa de Luís , onde Clarindo e Leonel os aguardavam. Antes, e volta ao hospital,  Silas atendeu com passes magnéticos Laudemira e seu filho recém-nascido.Mais uma etapa deste caso estava concluída com êxito.
Dirigindo-se posteriormente à uma casa onde um velhinho simpático,Paulino, desencarnado assistia ao filho engenheiro. A pedidos de Silas,  Paulino influencia o filho a colocar um disco com composicão de Beethoven.
(Pastoral - 6a.Sinfonia, assista e ouca  na barra lateral)
Por influência mental de Clarindo, percebia-se a invasão completa da natureza com toda sua exuberância e a paixão de Leonel pela música completava o quadro de emocões. Saíram todos maravilhados. Era noite de lua cheia. Foram em direcão ao lago. Clarindo comeca a relatar a morte de Alzira aos prantos. Silas ouve pacientemente, explica a necessária catarse para o alívio de Clarindo e os convida a estarem de volta em uma nova família junto a Alzira. Ambos lamentam e demonstram extrema dor ao relembrarem da morte  a que submeteram a cunhada num ato de loucura. Sentindo o clima favorável em instantes após breve ausência., Silas traz  consigo Alzira em roupa cintilante. Ambos caem de joelhos tentando pedir perdão, mas ela se antecipa e em ato de extremo amor se coloca como cúmplice do ato do marido Olímpio. Abre seu coracão, agora materno, pronta para recebê-los como filhos amados  tendo Antonio Olímpio como pai,  e restituir-lhes tudo o que haviam perdido.
Os irmãos erguem-se como criancas e lindo brilho expandia-se à partir do tórax de Alzira. Muita emocão, mais uma vez. Pouco tempo depois adentravam à Mansão. André beija as mãos de Silas em sinal de respeito e agradecendo ao Mestre Jesus as licões preciosas.

sábado, 2 de abril de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 9 A história de Silas

Na noite seguinte, André, Hilário e Silas  foram recebidos por Clarindo e Leonel, de volta à casa de Luís.  A família e mais dois amigos estavam  reunidos para uma breve refeição. Luís comentava o noticiário do rádio, em tom pessimista e opinava sobre diversos assuntos: economia, política, agricultura e suas pragas e doenças  de  animais. Dava palpites sobre a  suposta "ira dos céus"  , num eventual "fim do mundo", e criticava o egoísmo dos ricos e suas culpas em relação às desgraças dos pobres.
Clarindo comentava com ironia  as opiniões insinceras de Luís o que provocou a reação de Silas que explicou tratar-se de uma pessoa  doente e como tal,  merecedora de compaixão. Para seu auxílio, Luis contava , apenas com as insuficientes idas ao culto religioso nos finais de semana.
Ao ouvir as ponderações de Silas, Leonel reage de forma imediata, enfatizando que  Luís e Antonio Olímpio eram devedores,  e que assim sendo,  deveriam pagá-los, completou Clarindo.
Silas  ao conversar em termos de oportunidade que se deve dar ao devedor para que ele possa ressarcir sua dívida, provoca a descofiança de ambos: seria Silas um padre ?
Silas passa então a relatar com detalhes o fracasso sua última encarnação.  Nem mesmo a sua formação acadêmica como médico o afastara  do desejo de controlar os gastos de seu pai .Tornou-se antipático , dominador, cruel, orgulhoso. Mesmo diante dos apelos de sua mãe , nem ele nem seu pai encontravam os caminhos da beneficência.  Ela via em Silas a possibilidade de transformação de seu marido, acostumado desde a infância
com a dominação equivocada do dinheiro. Para isso convenceu-o a cursar medicina com o propósito de despertar-lhe  o amor ao próximo . Silas fez medicina, contentou sua mãe mas apenas visando vantagens financeiras daquela que seria  sua  futura profissão. Repentinamente sua mãe morre antes de sua formatura e isso torna-o mais  e  mais interessado no resultado do inventário da  falecida que permitiria a ele, sem precisar trabalhar,  gozar por muitos anos dos bens, desde de que sem desperdícios. 
Seu pai, no entanto, resolve casar-se pela segunda vez,  pondo em "risco" seus planos  já que ele desejava não repartir os bens com uma estranha. Seu pai muito doente o preocupa mais ainda, não pela doença em si, mas pela iminência de ter que dividir a herança. Assim, passa a arquitetar um meio de alijar a madrasta  desta divisão. Planeja e executa o reencontro de Aída com um primo irresponsável, Armando, de quem fora a paixão antiga, e estimula-os ao adultério em plena casa,  premeditando o flagrante. Desgostoso, seu pai  morre dois meses após matá-la  por envenenamento, que aos olhos de  todos tratara-se de um suicídio. Já com um certo remorso, Silas  viaja para a Europa, tentando fugir da realidade e das lembranças  sem lograr êxito.  De volta ao Brasil , na casa de um amigo,  morre ao ingerir acidentalmente  arsênico, levando-o ao mesmo destino de sua madrasta, e da mesma forma,  fazendo todos acreditarem em suicídio.
Silas finaliza,  seu relato,  explicando o esforço que ele e seu pai, com a ajuda de sua mãe, já em condiçoes espirituais melhores,  tem empreendido no sentido de reencontrar a madrasta.
Os planos já traçados para nova encarnação: seus pais novamente juntos; ele como filho e futuro médico com dedicação renovada e Aída sua madrasta, agora como sua irmã, que em condições de saúde debilitada, exigirá dele dedicação e amparo contínuos.
Todos ficaram estarrecidos e sensibilizados com o depoimento de Silas.  Clarindo e Leonel esboçavam novas disposicões . Clarindo desejava falar a respeito da morte de Alzira  mas Silas prometeu voltar ao assunto na noite seguinte agradecido aos céus pela inspiração renovadora. 
A grande lição do nosso capítulo nas linhas que precederam : "Reconcilia-te depressa com teu adversário, enquanto te encontras a caminho com ele..." ,  
Ao final, o silêncio e a melancolia de Silas atestavam a veracidade dos relatos, nos quais, André e Hilário custavam a acreditar .
  

terça-feira, 8 de março de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 8 Preparativos para o retorno

Com a  permissão de superiores, André e Hilário permaneceriam na casa mais alguns meses, o que possibilitaria que acompanhassem de perto o "caso Antonio Olímpio" na companhia de Silas.
Segundo orientacão de Druso , após seis dias da palavra do Ministro Sânzio,  Alzira comecaria a tarefa a ela determinada. Silas com a colaboracão de André e Hilário atenderiam  o caso.
Alzira comeca esclarecendo as suas tentativas de auxiliar o filho Luis, ainda encarnado. Profundamente apegado às suas posses e sob forte influência dos tios desencarnados, tornara-se um homem extremamente mesquinho. Acumulava grande riqueza sem nenhum tipo de aplicacão. Tornou-se um índivíduo anti-social,  vivendo somente em funcão do dinheiro, sonhando e tendo pesadelos . Acumulava  quantias que a própria esposa desconhecia. Clarindo e Leonel, os tios pioravam o quadro, fazendo se aproximarem dele agiotas e tiranos rurais, influenciando-o e aumentando ainda mais sua sovinice.
Alzira esclareceu que o afogamento dos cunhados se dera quando estava recém-casada e Luis era muito pequeno.Ela desencarnou seis anos depois no mesmo lago. Antônio Olímpio viveu ainda quase quinze anos e
depois disso, ao desencarnar, foi para o  umbral, onde permanece  há vinte anos.
Quanto às suas tentativas de resgatá-lo, esclareceu ao Assistente que, fora impossível , posto que até então não se juntara  a algum grupo que lhe pudesse facultar alguma protecão nesta tentativa.  De quando em vez,
ainda que com extrema dificuldade devido à acão implacável dos obsessores,  dispensava algum amparo ao
 filho, nora e dois netos. Alzira solicitou a Silas a possibilidade de uma visita ao marido, no que foi atendida.
No encontro comovedor de ambos, Alzira  pede permissão para uma prece enquanto Olímpio não demonstra nenhum traco de lucidez. (a prece se encontra na coluna à esquerda de nosso blog).
Ao fim da prece, alteradas as condicões magnéticas do aposento, numa claridade que se irradiava do seu coracão, também do Alto uma luz prateada sensibilizou o doente que de algum modo foi tocado,  diferentemente do que até então não acontecera nas operacões magnéticas de Druso.  Antonio Olímpio repentinamente desperta  descontrolado e em seguida é novamente acalmado por Silas, que explica a necessidade e conveniência de um   despertamento gradual.. A seguir  Silas ,Alzira , Hilário e André empreendem  breve viagem em direcão ao lar terrestre de Alzira  , visivelmente emocionada ao se ver caminhando nas terras da fazenda onde vivera. O local demonstrava franca decadência nas construcões mal conservadas e tomado por diversas entidades,  muitas delas, agiotas desencarnados trazidos por  Leonel e Clarindo com o propósito de estimular a usura em Luís.  Dentro da casa o quadro não era diferente: diversas entidades andando de um lado a outro conversando consigo mesmas.. Encontram Luis , desligado do corpo pelo sono, acariciando macos de dinheiro . Deparam-se com Clarindo e Leonel que explicam influenciarem Luis para que ele conserve a fortuna que lhes pertence, compensando assim o crime de foram vítimas, completando a desforra. Daí por diante estabelece-se um diálogo interessantíssimo entre Silas e Leonel , onde o irmão de Clarindo dá demonstracões de total conhecimento à respeito de hipnose e obsessão e Silas , por sua vez , dá mostras de seu conhecimento  sobre o assunto angariando a simpatia dos verdugos que os convidam para estarem juntos no dia seguinte. 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 7 Conversação preciosa

Desdobrando os ensinamentos do capítulo anterior André, Hilário e Druso vão ao encontro do ministro Sânzio para uma conversa mais próxima. Deixando André profundamente emocionado, Sânzio começa explicando a questão da dor e dos espíritos alojados por séculos em trevas densas. Uma vez  permitido, André o questiona  a respeito do "carma" . Como nos expõe o  ministro, o carma se enquadra no que conhecemos como lei de causa e efeito, não só em termos individuais, mas também em relação aos povos e raças, estados e instituições.
A "conta do destino criada por nós mesmos" é, segundo Sânzio, minuciosamente contabilizada pelo que ele chama de Governo da Vida , por critérios de amor e justiça, concedendo, segundo merecimento, empréstimos e moratórias, créditos especiais e recursos extraordinários.
Continuando a explicação, Sânzio esclarece quanto à nossa condição de usufrutuários, encarnados ou desencarnados, dos recursos da Natureza pertencentes a Deus.  Tudo o que há no mundo material inclusive patrimônio intelectual,  formas, tempo, corpos, etc., pertencem ao poder Excelso, que no-los concede para que através deles e das reservas cósmicas de energia, ininterruptas,  possamos nos aprimorar espiritualmente.
Questionado por Hilário sobre o "bem" e o"mal", o ministro explica que o nosso devotamento em favor do bem deve ser sincero, ainda que sacrificante, ou seja, a "bondade" que praticamos por mera obrigação ou imposição e que nos causa constrangimento e por vezes revolta, não é verdadeira e portanto, não vale como  mérito.   ( Penso que se este ato de bondade, ainda que constrangido, gerar em quem o recebeu um sentimento de gratidão, há uma contabilização positiva). Enquanto nossos atos forem a expressão do nosso egoísmo e vaidade, o bem voltado única e exclusivamente para nós mesmos, continuaremos a rentear com a espiritualidade inferior. O Cristo Jesus é o nosso paradigma de bondade.
Segundo Sânzio, nossa evolução espiritual e "libertação cármica" se mede pelo nosso nível de consciência. Na medida que evoluímos saímos do determinismo Divino e das reencarnações compulsórias para um estado de determinismo relativo e capacidade de influenciar as nossas reencarnações dentro do que necessitamos . O domínio da consciência permite, até certo ponto,  influir na genética , adaptada às necessidades da reencarnação aspirada em sintonia com as consciências afins.
Ainda que sob a influenciação do determinismo, nosso comportamento pode significar abreviação ou extensão de nossas dívidas.
Ao recordar que estamos em cada reencarnação subordinados a influências negativas do que fizemos, cabe a nós mesmos identificar essas nossa más tendências e tentar combatê-las, para não corrermos o risco de repetí-las.
Sânzio nos exemplifica com a parábola do semeador, os cuidados com a semente, que é a nossa vida, e os recursos do lavrador, que somos nós mesmos  em ação consciente. (Além disso cabe a todos o dever de implementar medidas gerais para acabar com a miséria e a ignorância, geradoras de espíritos derrotados e desencorajados).
Recorda o ministro que todo sofrimento e dor são devidamente compensados . Os sofrimentos na velhice, que nos fazem refletir, a respeito da vida e trazem momentos de trégua nos primeiros tempos de retorno ao mundo espiritual, bem como a permanência no mundo extra-físico, agregando ao nosso períspirito recursos mnemônicos que ampliam nossa conscientização,  fazem com que cada vez mais estejamos empenhados na nossa libertação espiritual .

sábado, 29 de janeiro de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 6 - No círculo de oração

 Este capítulo gira em torno de importante visita do ministro Sânzio à Mansão da Paz , materializado após reunião empenhada de um grupo de médiuns.  Como sempre as explicações  oportunas de Druso revelam a necessidade da disciplina mental de todos que participam de tarefa de tal envergadura. Interessante o relato de  André à respeito de grande câmara cristalina , através da qual o ministro se manifestaria.
Antes, porém , Druso faz sentida prece, vivamente emocionado e contagia todos os presentes.
Uma vez materializado, o ministro passa a coordenar as providências em relacão aos assistidos, cujos casos teriam novos  rumos.  Responsável pelo ministério da Regeneracão, Sânzio tinha plenos poderes quanto à segregacão, justica, reencarnacão e banimento , explicou Silas.
Fichas completas dos assistidos eram, por ele, criteriosamente analisadas  com a colaboracão de Druso.
O caso  de Antonio Olimpio, que fora internado na véspera, merecia  especial atencão . Necessitando, reencarnar, e, com a dívida de gratidão da esposa e filho, posto que fora bom esposo e pai, contaria
com ajuda deles na tentativa de soerguimento, em nova romagem.
na carne. No entanto, conforme explicação  de Sânzio, tratava-se de tarefa complexa devido às caraterísticas que marcaram o comportamento e a personalidade de Antonio Olímpio  quando encarnado. Egoísta, não granjeara simpatias que lhe poderiam atenuar sofrimentos e dificuldades.  No plano material , perseguido que foi até a morte,  por  Clarindo e Leonel,  seus irmãos, de quem executara o assassinato. Estes, por sua vez,  já desencarnados obsediaram,   Alzira , colaborando no seu desencarne no mesmo lago onde morreram afogados.  No plano espiritual, Alzira nunca ousou se aproximar para auxiliá-lo por impedimento dos cunhados, que nunca o permitiram.
Interessante a afirmativa de Sânzio, frisando a necessidade de Antonio Olímpio restituir-lhes a existência terrestre  (será pai de ambos) e seus haveres.
Noutro caso, Madalena e Sílvia foram atendidas para que seus maridos (irmãos e adversários quando encarnados) pudessem ser recolhidos à Mansão, e para eles planejada breve reencarnacão.
O reencontro no núcleo familiar, onde as relações  bem sucedidas de amor mútuo podem cicatrizar feridas, estava sendo planejado para ambos os casos...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 5- Almas enfermicas

Após repouso (espíritos também se cansam!) Silas convida André e Hilário para percorrerem as proximidades da Colônia. Interessante a informacão de André a respeito do "imenso Umbral" à saída do campo terrestre. Vale lembrar que no livro "Nosso Lar" , André refere-se à zona periférica da colônia, como "campos de saída", ou seja,confirma a existência de uma espécie de "zona de transicão", justamente o Umbral  onde  estudariam a lei de causa e efeito.
Na medida em que se aproximavam, gritos e solucos compunham a trilha sonora do triste cenário. André descreve a localizacão da colônia, bem como a  paisagem dos arredores. Hilário reclama maiores cuidados com a imensa quantidade de espíritos em desequilíbrio. Silas esclarece quanto a atuacão das equipes socorristas  e a impossibilidade de abrigar todos os pedintes de uma só vez.  Por outro lado, explica as acões desenvolvidas nesta parte externa da Mansão da Paz, por espíritos ainda um tanto quanto embrutecidos que sob a tutela da casa prestam inestimáveis servicos a alguns destes sofredores que já apresentam alguma condicão de socorro. Orzil é um destes trabalhadores que, embora não sendo angelical,  lida com estes irmãos em extremo sofrimento.  (Fico pensando, que realmente não devemos julgar pelas aparências. Quantos "Orzis" teremos nós interpretado de forma equivocada em nossos trabalhos mediúnicos?). Elocubracões à  parte...  salientamos ainda, a presenca de cães no servico de protecão  aos trabalhos prestados por Orzil. Destacam-se se também os atendimentos cujas características saltam aos nossos olhos pelo intenso aspecto "materializado". Odor fétido, nauseante de um ; imagens efêmeras , porém, densas o suficiente para formar a psicosfera monoideística de outro ; sofrimento não depurativo de outro, emolduram  estes quadros tristes. (Um deles , se movimentava num montão de sujeira, coberto por filetes de sangue podre.)
Valiosa a explicacão de Silas quanto à atuacão do pensamento como
agente trasnsmissor e receptor de nossas idéias doentias, sempre reforcadas pelo egoísmo, ódio e vinganca.
Aguarda-se o arrependimento sincero para que providências mais efetivas possam concretizar de vez o socorro a esses espíritos sofredores.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 4 - Alguns recém-desencarnados

Neste capítulo André, Hilário e Druso visitam regiões da colônia, e se encontram numa espécie de Estacão onde familiares, mostrando certa apreensão, aguardam aflitos  a "chegada" de familiares . André faz um comentário interessante para a nossa reflexão ao serem recebidos por Silas, com quem ele e Hilário ficariam na ausência de Druso.  André fala sobre o "tempo", que segundo sua impressão, parecia de difícil identificacão:  "pela sombra reinante não poderíamos saber se era dia, se era noite", e descreve  um grande relógio que mostrava que  eles estavam em noite alta. Vale a pena reproduzir aqui a nota do Autor espiritual:  Reportamo-nos a regiões encravadas nos domínios do próprio globo terrestre submetidas às mesmas leis que lhe regulam o tempo.
André Luiz não poderia ser mais claro! Embora estando no Plano Espiritual a "Mansão da Paz" encontra-se muito próxima da crosta, e por conseguinte ,muito ligada às coisas materiais.
A caravana trazendo dezenove pessoas acompanhadas por dez servidores da casa não demorou a chegar.
Interessante notar a presenca de alguns cães à frente da caravana. Os recém-desencarnados que por seus méritos puderam ser resgatados por não estarem  "comprometidos de todo com as forcas dominantes das trevas" mostravam-se desequilibrados , desmemoriados, dormentes. Além disso , segundo André , traziam todos os sinais das moléstias que provocaram as suas desencarnacões.
Uma delas, uma moca , confundindo Silas com um padre, entra em desespero pedindo para não morrer.
Relata os seus enganos em relacão aos  tratos com sua mãe, a quem desprezara, mal lhe percebendo a doce presenca naquele momento. Silas explica ser frequente este tipo de reminiscência fixada no remorso.
Outra mostrava o pensamento  preso  à  imagem de Belfegor,  uma das muitas figuras  satânicas em quem a própria desencarnante se fixou.  André percebeu nela pensamentos horripilantes e identificou a figura animalesca de um homem com características de diabólicas, muito comuns em seitas de satanismo. Considerou que nós somos os responsáveis pela criacão e manutencão dos nossos infernos pessoais.
Com muita simplicidade, o instrutor fala da transmissão de imagens e sons através do sistema de televisão e rádio. De forma análoga, através do pensamento, simultaneamente transmitimos e recebemos , de nós mesmos, as idéias com as quais simpatizamos.
Se boas, ótimo! Se más, nos envenenamos cada vez mais. E  não precisa nem de obsessor ! Aliás, segundo Silas eles, os obsessores, vêm de brinde!