Uma forma descontraída e objetiva de tratar assuntos da Doutrina.

A cada assunto tratado, "ouvir" as opiniões através dos comentários dos colegas, mas principalmente, abrir espaço para
que pessoas que desconhecem ou têm um juízo errado do Espiritismo, possam ter estes primeiros contatos. Nossa intenção
não é ensinar, mas sim, dividir experiências e discutir, em alto nível os mais diversos assuntos.
Assim, ratificamos os nosso convite:

Vamos conversar sobre o Espiritismo ?

A, mais ou menos, cada 15 dias um novo capítulo. Participem!

sábado, 2 de abril de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 9 A história de Silas

Na noite seguinte, André, Hilário e Silas  foram recebidos por Clarindo e Leonel, de volta à casa de Luís.  A família e mais dois amigos estavam  reunidos para uma breve refeição. Luís comentava o noticiário do rádio, em tom pessimista e opinava sobre diversos assuntos: economia, política, agricultura e suas pragas e doenças  de  animais. Dava palpites sobre a  suposta "ira dos céus"  , num eventual "fim do mundo", e criticava o egoísmo dos ricos e suas culpas em relação às desgraças dos pobres.
Clarindo comentava com ironia  as opiniões insinceras de Luís o que provocou a reação de Silas que explicou tratar-se de uma pessoa  doente e como tal,  merecedora de compaixão. Para seu auxílio, Luis contava , apenas com as insuficientes idas ao culto religioso nos finais de semana.
Ao ouvir as ponderações de Silas, Leonel reage de forma imediata, enfatizando que  Luís e Antonio Olímpio eram devedores,  e que assim sendo,  deveriam pagá-los, completou Clarindo.
Silas  ao conversar em termos de oportunidade que se deve dar ao devedor para que ele possa ressarcir sua dívida, provoca a descofiança de ambos: seria Silas um padre ?
Silas passa então a relatar com detalhes o fracasso sua última encarnação.  Nem mesmo a sua formação acadêmica como médico o afastara  do desejo de controlar os gastos de seu pai .Tornou-se antipático , dominador, cruel, orgulhoso. Mesmo diante dos apelos de sua mãe , nem ele nem seu pai encontravam os caminhos da beneficência.  Ela via em Silas a possibilidade de transformação de seu marido, acostumado desde a infância
com a dominação equivocada do dinheiro. Para isso convenceu-o a cursar medicina com o propósito de despertar-lhe  o amor ao próximo . Silas fez medicina, contentou sua mãe mas apenas visando vantagens financeiras daquela que seria  sua  futura profissão. Repentinamente sua mãe morre antes de sua formatura e isso torna-o mais  e  mais interessado no resultado do inventário da  falecida que permitiria a ele, sem precisar trabalhar,  gozar por muitos anos dos bens, desde de que sem desperdícios. 
Seu pai, no entanto, resolve casar-se pela segunda vez,  pondo em "risco" seus planos  já que ele desejava não repartir os bens com uma estranha. Seu pai muito doente o preocupa mais ainda, não pela doença em si, mas pela iminência de ter que dividir a herança. Assim, passa a arquitetar um meio de alijar a madrasta  desta divisão. Planeja e executa o reencontro de Aída com um primo irresponsável, Armando, de quem fora a paixão antiga, e estimula-os ao adultério em plena casa,  premeditando o flagrante. Desgostoso, seu pai  morre dois meses após matá-la  por envenenamento, que aos olhos de  todos tratara-se de um suicídio. Já com um certo remorso, Silas  viaja para a Europa, tentando fugir da realidade e das lembranças  sem lograr êxito.  De volta ao Brasil , na casa de um amigo,  morre ao ingerir acidentalmente  arsênico, levando-o ao mesmo destino de sua madrasta, e da mesma forma,  fazendo todos acreditarem em suicídio.
Silas finaliza,  seu relato,  explicando o esforço que ele e seu pai, com a ajuda de sua mãe, já em condiçoes espirituais melhores,  tem empreendido no sentido de reencontrar a madrasta.
Os planos já traçados para nova encarnação: seus pais novamente juntos; ele como filho e futuro médico com dedicação renovada e Aída sua madrasta, agora como sua irmã, que em condições de saúde debilitada, exigirá dele dedicação e amparo contínuos.
Todos ficaram estarrecidos e sensibilizados com o depoimento de Silas.  Clarindo e Leonel esboçavam novas disposicões . Clarindo desejava falar a respeito da morte de Alzira  mas Silas prometeu voltar ao assunto na noite seguinte agradecido aos céus pela inspiração renovadora. 
A grande lição do nosso capítulo nas linhas que precederam : "Reconcilia-te depressa com teu adversário, enquanto te encontras a caminho com ele..." ,  
Ao final, o silêncio e a melancolia de Silas atestavam a veracidade dos relatos, nos quais, André e Hilário custavam a acreditar .
  

terça-feira, 8 de março de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 8 Preparativos para o retorno

Com a  permissão de superiores, André e Hilário permaneceriam na casa mais alguns meses, o que possibilitaria que acompanhassem de perto o "caso Antonio Olímpio" na companhia de Silas.
Segundo orientacão de Druso , após seis dias da palavra do Ministro Sânzio,  Alzira comecaria a tarefa a ela determinada. Silas com a colaboracão de André e Hilário atenderiam  o caso.
Alzira comeca esclarecendo as suas tentativas de auxiliar o filho Luis, ainda encarnado. Profundamente apegado às suas posses e sob forte influência dos tios desencarnados, tornara-se um homem extremamente mesquinho. Acumulava grande riqueza sem nenhum tipo de aplicacão. Tornou-se um índivíduo anti-social,  vivendo somente em funcão do dinheiro, sonhando e tendo pesadelos . Acumulava  quantias que a própria esposa desconhecia. Clarindo e Leonel, os tios pioravam o quadro, fazendo se aproximarem dele agiotas e tiranos rurais, influenciando-o e aumentando ainda mais sua sovinice.
Alzira esclareceu que o afogamento dos cunhados se dera quando estava recém-casada e Luis era muito pequeno.Ela desencarnou seis anos depois no mesmo lago. Antônio Olímpio viveu ainda quase quinze anos e
depois disso, ao desencarnar, foi para o  umbral, onde permanece  há vinte anos.
Quanto às suas tentativas de resgatá-lo, esclareceu ao Assistente que, fora impossível , posto que até então não se juntara  a algum grupo que lhe pudesse facultar alguma protecão nesta tentativa.  De quando em vez,
ainda que com extrema dificuldade devido à acão implacável dos obsessores,  dispensava algum amparo ao
 filho, nora e dois netos. Alzira solicitou a Silas a possibilidade de uma visita ao marido, no que foi atendida.
No encontro comovedor de ambos, Alzira  pede permissão para uma prece enquanto Olímpio não demonstra nenhum traco de lucidez. (a prece se encontra na coluna à esquerda de nosso blog).
Ao fim da prece, alteradas as condicões magnéticas do aposento, numa claridade que se irradiava do seu coracão, também do Alto uma luz prateada sensibilizou o doente que de algum modo foi tocado,  diferentemente do que até então não acontecera nas operacões magnéticas de Druso.  Antonio Olímpio repentinamente desperta  descontrolado e em seguida é novamente acalmado por Silas, que explica a necessidade e conveniência de um   despertamento gradual.. A seguir  Silas ,Alzira , Hilário e André empreendem  breve viagem em direcão ao lar terrestre de Alzira  , visivelmente emocionada ao se ver caminhando nas terras da fazenda onde vivera. O local demonstrava franca decadência nas construcões mal conservadas e tomado por diversas entidades,  muitas delas, agiotas desencarnados trazidos por  Leonel e Clarindo com o propósito de estimular a usura em Luís.  Dentro da casa o quadro não era diferente: diversas entidades andando de um lado a outro conversando consigo mesmas.. Encontram Luis , desligado do corpo pelo sono, acariciando macos de dinheiro . Deparam-se com Clarindo e Leonel que explicam influenciarem Luis para que ele conserve a fortuna que lhes pertence, compensando assim o crime de foram vítimas, completando a desforra. Daí por diante estabelece-se um diálogo interessantíssimo entre Silas e Leonel , onde o irmão de Clarindo dá demonstracões de total conhecimento à respeito de hipnose e obsessão e Silas , por sua vez , dá mostras de seu conhecimento  sobre o assunto angariando a simpatia dos verdugos que os convidam para estarem juntos no dia seguinte. 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 7 Conversação preciosa

Desdobrando os ensinamentos do capítulo anterior André, Hilário e Druso vão ao encontro do ministro Sânzio para uma conversa mais próxima. Deixando André profundamente emocionado, Sânzio começa explicando a questão da dor e dos espíritos alojados por séculos em trevas densas. Uma vez  permitido, André o questiona  a respeito do "carma" . Como nos expõe o  ministro, o carma se enquadra no que conhecemos como lei de causa e efeito, não só em termos individuais, mas também em relação aos povos e raças, estados e instituições.
A "conta do destino criada por nós mesmos" é, segundo Sânzio, minuciosamente contabilizada pelo que ele chama de Governo da Vida , por critérios de amor e justiça, concedendo, segundo merecimento, empréstimos e moratórias, créditos especiais e recursos extraordinários.
Continuando a explicação, Sânzio esclarece quanto à nossa condição de usufrutuários, encarnados ou desencarnados, dos recursos da Natureza pertencentes a Deus.  Tudo o que há no mundo material inclusive patrimônio intelectual,  formas, tempo, corpos, etc., pertencem ao poder Excelso, que no-los concede para que através deles e das reservas cósmicas de energia, ininterruptas,  possamos nos aprimorar espiritualmente.
Questionado por Hilário sobre o "bem" e o"mal", o ministro explica que o nosso devotamento em favor do bem deve ser sincero, ainda que sacrificante, ou seja, a "bondade" que praticamos por mera obrigação ou imposição e que nos causa constrangimento e por vezes revolta, não é verdadeira e portanto, não vale como  mérito.   ( Penso que se este ato de bondade, ainda que constrangido, gerar em quem o recebeu um sentimento de gratidão, há uma contabilização positiva). Enquanto nossos atos forem a expressão do nosso egoísmo e vaidade, o bem voltado única e exclusivamente para nós mesmos, continuaremos a rentear com a espiritualidade inferior. O Cristo Jesus é o nosso paradigma de bondade.
Segundo Sânzio, nossa evolução espiritual e "libertação cármica" se mede pelo nosso nível de consciência. Na medida que evoluímos saímos do determinismo Divino e das reencarnações compulsórias para um estado de determinismo relativo e capacidade de influenciar as nossas reencarnações dentro do que necessitamos . O domínio da consciência permite, até certo ponto,  influir na genética , adaptada às necessidades da reencarnação aspirada em sintonia com as consciências afins.
Ainda que sob a influenciação do determinismo, nosso comportamento pode significar abreviação ou extensão de nossas dívidas.
Ao recordar que estamos em cada reencarnação subordinados a influências negativas do que fizemos, cabe a nós mesmos identificar essas nossa más tendências e tentar combatê-las, para não corrermos o risco de repetí-las.
Sânzio nos exemplifica com a parábola do semeador, os cuidados com a semente, que é a nossa vida, e os recursos do lavrador, que somos nós mesmos  em ação consciente. (Além disso cabe a todos o dever de implementar medidas gerais para acabar com a miséria e a ignorância, geradoras de espíritos derrotados e desencorajados).
Recorda o ministro que todo sofrimento e dor são devidamente compensados . Os sofrimentos na velhice, que nos fazem refletir, a respeito da vida e trazem momentos de trégua nos primeiros tempos de retorno ao mundo espiritual, bem como a permanência no mundo extra-físico, agregando ao nosso períspirito recursos mnemônicos que ampliam nossa conscientização,  fazem com que cada vez mais estejamos empenhados na nossa libertação espiritual .

sábado, 29 de janeiro de 2011

Estudando André Luiz em "Ação e Reação" , capítulo 6 - No círculo de oração

 Este capítulo gira em torno de importante visita do ministro Sânzio à Mansão da Paz , materializado após reunião empenhada de um grupo de médiuns.  Como sempre as explicações  oportunas de Druso revelam a necessidade da disciplina mental de todos que participam de tarefa de tal envergadura. Interessante o relato de  André à respeito de grande câmara cristalina , através da qual o ministro se manifestaria.
Antes, porém , Druso faz sentida prece, vivamente emocionado e contagia todos os presentes.
Uma vez materializado, o ministro passa a coordenar as providências em relacão aos assistidos, cujos casos teriam novos  rumos.  Responsável pelo ministério da Regeneracão, Sânzio tinha plenos poderes quanto à segregacão, justica, reencarnacão e banimento , explicou Silas.
Fichas completas dos assistidos eram, por ele, criteriosamente analisadas  com a colaboracão de Druso.
O caso  de Antonio Olimpio, que fora internado na véspera, merecia  especial atencão . Necessitando, reencarnar, e, com a dívida de gratidão da esposa e filho, posto que fora bom esposo e pai, contaria
com ajuda deles na tentativa de soerguimento, em nova romagem.
na carne. No entanto, conforme explicação  de Sânzio, tratava-se de tarefa complexa devido às caraterísticas que marcaram o comportamento e a personalidade de Antonio Olímpio  quando encarnado. Egoísta, não granjeara simpatias que lhe poderiam atenuar sofrimentos e dificuldades.  No plano material , perseguido que foi até a morte,  por  Clarindo e Leonel,  seus irmãos, de quem executara o assassinato. Estes, por sua vez,  já desencarnados obsediaram,   Alzira , colaborando no seu desencarne no mesmo lago onde morreram afogados.  No plano espiritual, Alzira nunca ousou se aproximar para auxiliá-lo por impedimento dos cunhados, que nunca o permitiram.
Interessante a afirmativa de Sânzio, frisando a necessidade de Antonio Olímpio restituir-lhes a existência terrestre  (será pai de ambos) e seus haveres.
Noutro caso, Madalena e Sílvia foram atendidas para que seus maridos (irmãos e adversários quando encarnados) pudessem ser recolhidos à Mansão, e para eles planejada breve reencarnacão.
O reencontro no núcleo familiar, onde as relações  bem sucedidas de amor mútuo podem cicatrizar feridas, estava sendo planejado para ambos os casos...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 5- Almas enfermicas

Após repouso (espíritos também se cansam!) Silas convida André e Hilário para percorrerem as proximidades da Colônia. Interessante a informacão de André a respeito do "imenso Umbral" à saída do campo terrestre. Vale lembrar que no livro "Nosso Lar" , André refere-se à zona periférica da colônia, como "campos de saída", ou seja,confirma a existência de uma espécie de "zona de transicão", justamente o Umbral  onde  estudariam a lei de causa e efeito.
Na medida em que se aproximavam, gritos e solucos compunham a trilha sonora do triste cenário. André descreve a localizacão da colônia, bem como a  paisagem dos arredores. Hilário reclama maiores cuidados com a imensa quantidade de espíritos em desequilíbrio. Silas esclarece quanto a atuacão das equipes socorristas  e a impossibilidade de abrigar todos os pedintes de uma só vez.  Por outro lado, explica as acões desenvolvidas nesta parte externa da Mansão da Paz, por espíritos ainda um tanto quanto embrutecidos que sob a tutela da casa prestam inestimáveis servicos a alguns destes sofredores que já apresentam alguma condicão de socorro. Orzil é um destes trabalhadores que, embora não sendo angelical,  lida com estes irmãos em extremo sofrimento.  (Fico pensando, que realmente não devemos julgar pelas aparências. Quantos "Orzis" teremos nós interpretado de forma equivocada em nossos trabalhos mediúnicos?). Elocubracões à  parte...  salientamos ainda, a presenca de cães no servico de protecão  aos trabalhos prestados por Orzil. Destacam-se se também os atendimentos cujas características saltam aos nossos olhos pelo intenso aspecto "materializado". Odor fétido, nauseante de um ; imagens efêmeras , porém, densas o suficiente para formar a psicosfera monoideística de outro ; sofrimento não depurativo de outro, emolduram  estes quadros tristes. (Um deles , se movimentava num montão de sujeira, coberto por filetes de sangue podre.)
Valiosa a explicacão de Silas quanto à atuacão do pensamento como
agente trasnsmissor e receptor de nossas idéias doentias, sempre reforcadas pelo egoísmo, ódio e vinganca.
Aguarda-se o arrependimento sincero para que providências mais efetivas possam concretizar de vez o socorro a esses espíritos sofredores.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 4 - Alguns recém-desencarnados

Neste capítulo André, Hilário e Druso visitam regiões da colônia, e se encontram numa espécie de Estacão onde familiares, mostrando certa apreensão, aguardam aflitos  a "chegada" de familiares . André faz um comentário interessante para a nossa reflexão ao serem recebidos por Silas, com quem ele e Hilário ficariam na ausência de Druso.  André fala sobre o "tempo", que segundo sua impressão, parecia de difícil identificacão:  "pela sombra reinante não poderíamos saber se era dia, se era noite", e descreve  um grande relógio que mostrava que  eles estavam em noite alta. Vale a pena reproduzir aqui a nota do Autor espiritual:  Reportamo-nos a regiões encravadas nos domínios do próprio globo terrestre submetidas às mesmas leis que lhe regulam o tempo.
André Luiz não poderia ser mais claro! Embora estando no Plano Espiritual a "Mansão da Paz" encontra-se muito próxima da crosta, e por conseguinte ,muito ligada às coisas materiais.
A caravana trazendo dezenove pessoas acompanhadas por dez servidores da casa não demorou a chegar.
Interessante notar a presenca de alguns cães à frente da caravana. Os recém-desencarnados que por seus méritos puderam ser resgatados por não estarem  "comprometidos de todo com as forcas dominantes das trevas" mostravam-se desequilibrados , desmemoriados, dormentes. Além disso , segundo André , traziam todos os sinais das moléstias que provocaram as suas desencarnacões.
Uma delas, uma moca , confundindo Silas com um padre, entra em desespero pedindo para não morrer.
Relata os seus enganos em relacão aos  tratos com sua mãe, a quem desprezara, mal lhe percebendo a doce presenca naquele momento. Silas explica ser frequente este tipo de reminiscência fixada no remorso.
Outra mostrava o pensamento  preso  à  imagem de Belfegor,  uma das muitas figuras  satânicas em quem a própria desencarnante se fixou.  André percebeu nela pensamentos horripilantes e identificou a figura animalesca de um homem com características de diabólicas, muito comuns em seitas de satanismo. Considerou que nós somos os responsáveis pela criacão e manutencão dos nossos infernos pessoais.
Com muita simplicidade, o instrutor fala da transmissão de imagens e sons através do sistema de televisão e rádio. De forma análoga, através do pensamento, simultaneamente transmitimos e recebemos , de nós mesmos, as idéias com as quais simpatizamos.
Se boas, ótimo! Se más, nos envenenamos cada vez mais. E  não precisa nem de obsessor ! Aliás, segundo Silas eles, os obsessores, vêm de brinde!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 3 A intervencão na memória

Druso está em pleno trabalho, sendo informado pelos funcionários de problemas detectados, desde interno com loucura por telepatia alucinatória,  expedições de pesquisas em dificuldades nos desfiladeiros das Grandes Trevas, a um caso de comprometimento de reencarnação por que a futura mãe se recusava a receber o reencarnante.

Druso explica como funciona a administração local e que aqueles casos só foram trazidos a eles após os responsáveis terem movimentado todas as providências cabíveis em seus âmbitos de responsabilidade.

Mais especialmente, Druso fala do caso de reencarnação, entrando no conceito de reencarnação ligada aos planos inferiores. Nessas reencarnações, as consciências culpadas contam com os recursos de misericórdia, desde que se mostrem dignos do socorro que lhes abrevie o resgate e a regeneração. Esses recursos são mobilizados pelos representantes do Amor Divino.

Druso explica que a Mansão da Paz, em muitas ocasiões, planeja e executa esses empreendimentos, mediante a atuação de benfeitores credenciados para agir e atuar em nome do Senhor. O dirigente da Mansão da Paz, porém, é simples intermediário das decisões dos planos de luz, mantendo reuniões (por meios adequados) duas vezes por semana com  os mensageiros da luz, prepostos das inteligências angélicas.

Interessante que Druso se refere à existência do inferno, na Espiritualidade, em função da culpa nas consciências. Vale citar a fala de Druso:

“Assim como o doente exige remédio, reclamamos a purgação espiritual, a fim de nos habilitarmos para a vida nas esferas superiores. O inferno para a alma que o erigiu em si mesma é aquilo que a forja constitui para o metal: ali ele se apura e se modela convenientemente...”

Em seguida, acorrem todos para a Agulha de Vigilância, para observar ataque das trevas. Lembremos que a Mansão da Paz está encravada no umbral, em região escura e de sofrimento. Os seres daquela região possuem armamento que lembram nossos canhões de bombardeio eletrônico,suscetíveis de conduzir-nos à ruína total”. Se atingissem os doentes, provocariam crises de pavor e loucura. Mas a Mansão tem barreiras de exaustão eficientes, hastes metálicas que funcionam como para-raios, atraindo o bombardeio e descarregando-os no solo, inofensivamente. Druso conta que os bombardeios são incessantes e enfatiza:

“...temos aprendido nesta Mansão que a paz não é conquista da inércia, mas sim fruto do equilíbrio entre a fé no Poder Divino e a confiança em nós mesmos, no serviço pela vitória do bem.”

Acalmado o bombardeio, Druso segue em visita a um doente recolhido na noite anterior, em leito situado em sala simples, onde predominava um azul repousante. O homem estava disforme, respirando apenas. Apresentava hipertrofia, com braços e pernas enormes. Porém, a mais impressionante distrofia estava em sua cabeça, com aumento volumétrico, confusão de todos os traços, parecendo “uma esfera estranha, a guisa de cabeça”.

Ante o espanto de André Luiz, Druso observou aquilo que lhe era bem claro: a pessoa havia desencarnado sob terrível subjugação, não podendo sequer recorrer à ajuda disponibilizada pelas caridosas legiões que operam nos túmulos.

Adiantou  que o doente se encontrava sob terrível hipnose, conduzida por adversários temíveis, que lhe fixaram a mente em penosas recordações, como forma de tortura. Druso mencionou a justiça de Deus, lembrando que “não se ergue o espinheiro do sofrimento sem as raízes da culpa”.

Após a aplicação de passes magnéticos, o doente ficou à beira da vigília, sem total consciência, pois Druso explicou que a plena consciência poderia levá-lo a deplorável crise de loucura, com graves conseqüências. Poderia conversar, porém, permitindo o conhecimento do problema crucial.

Confessava-se criminoso, crendo-se diante de um Juiz. Contou sua estória, simples e terrível: juntamente com dois irmãos, herdou considerável fortuna quando da morte de seu pai. Mas começou a ver seus irmãos como empecilhos a seus planos de condução dos bens e armou um plano para assassiná-los, que executou fielmente: deu-lhes entorpecente para beber no licor e saiu em passeio de barco com ambos. No ponto mais fundo do lago, fez virar o barco e os irmãos se afogaram gritando diante de seus olhos. Nadou para terra, lamentou-se muito de tudo e se tornou único herdeiro dos bens. Procurou sufocar a consciência, casou-se, teve um filho e quis gozar de sua fortuna. Sua mulher afogou-se no mesmo lago. Quando ele desencarnou, encontrou os irmãos com muito ódio, transformados em vingadores. Espancaram-no, flagelaram-no por muito tempo. Por fim, talvez cansados, conduziram-no a tenebrosa furna, onde foram-lhe infligidas as deformações que apresentava. Sua mente foi fixada no barco, ouvindo os gritos das vítimas, que soluçam e gargalham ao mesmo tempo.

Já havia elementos para possibilitar o início do socorro. Mas Druso teve sua atenção voltada para a chegada de caravana de recém-desencarnados.


Resumo : Irene Dias S. Cavezzale

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Estudando André Luiz em "Acão e Reacão" , capítulo 2 Comentários do Instrutor



Grande assembléia ocorre no interior da Colônia, abrigando cerca de duzentos enfermos com aparência fisionômica deplorável enquanto do lado de fora continuava a tempestade magnética onde espíritos das regiões inferiores eram arrebatados junto ao vendaval. Impossível abrigá-los de imediato junto à colônia, dado ao extremo desequilíbrio em que se encontram. São criaturas que, à semelhanca da tempestade, trazem o seu íntimo tomado por sentimentos de ódio, desvario, crueldade: uma verdadeira tempestade de sentimentos abrutalhados.

Essa rebelião, porém, não serve como pagamento nos tribunais divinos, porquanto não esgotam as dívidas por eles mesmos contraídas.

Passado o surto, vem o remorso e a penitência proporcionando oportunidade de renovacão.
Druso, o instrutor, se dirige à platéia envolvido em sentimentos de amor. Traz à tona com clareza os mecanismos de comprometimento à que todos nós estamos sujeitos segundo nossas atitudes. Não nos libertamos das algemas que nós mesmos criamos com nossos comportamentos equivocados nem tampouco diminuímos nossas dores sem antes diminuírmos as dores que fomos causadores. A experiência repetida na carne traz oportunidade renovada de nos reencontrarmos com aqueles que se tornaram nossos inimigos em jornadas pretéritas e que agora, sob o efeito do esquecimento, jornadeiam lado a lado conosco, nos mais diversos campos do relacionamento. Nós podemos até fugir, mas não devemos! 
Quando desencarnados ,a reencarnacão se nos apresenta como chance abencoada de reparacão  . 
A felicidade de subirmos alguns degraus aos céus para depois podermos descer, com seguranca às regiões abismais para resgatarmos aos que amamos, mas que ainda se encontram perdidos, como nós mesmos já estivemos.
A seguir três assistidos dialogam com o nobre instrutor.
Os  três anseiam o  retorno à vida encarnada.
A mulher vai em busca de reajustamento com o filho, também desencarnado que se encontra em zonas inferiores, pela invigilância dela mesma como mãe que fora em encarnacão anterior. Ela, então, é encorajada por Druso à tarefa renovadora. Explica que todos nós, ao reencarnarmos trazemos o germe da renovacão e ainda resquícios do que fomos. Ou seguimos adiante e para cima conforme nossas obras , ou retornamos à escuridão dos nossos próprios atos.
Um jovem demonstra certa inconformacão com o esquecimento a que se é submetido quando da encarnacão. Druso então explica que em nenhum momento os amigos espirituais deixam os seus compromissos conosco e basta estarmos em conduta correta para a eles estarmos ligados,  e por eles sermos orientados. Um ancião demonstra inquietacão e cansaco pelos longos anos em servico aos desesperados na colônia e ve a reencarnacão como oportunidade de refúgio e descanso!
Druso ressalta a importância  do amor e do perdão como chaves que  abrem as portas para a elevacão moral , conduzindo à libertacão das amarras do passado e à ascencão espiritual definitiva .